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ECONOMIA
Líder europeu prevê dias sombrios para a economia mundial Nelson Marialva Jornalista A crise econômica já eliminou quase sete milhões de postos de trabalho nos EUA e levou a taxa de desemprego a quase 10%, números que jogaram por terra previsões de recuperação da economia em 2009. Só no mês de junho de 2009, os EUA perderam quase 500 mil empregos, elevando para mais de 14 milhões o total de desempregados. Esta notícia abalou a Casa Branca, pois o presidente americano, Barak Obama, falava em recuperação do emprego no segundo semestre de 2009. “Além de ter gasto parte de seu capital político inicial na aprovação de um pacote de estímulo fiscal de US$ 787 bilhões, com o objetivo principal de criar emprego, algumas pesquisas mostram um início de descontentamento em relação a medidas tomadas pelo presidente dos EUA”, revelou a Folha de S. Paulo, ressaltando que parte das críticas é dirigida a suas ações em relação ao sistema financeiro. Apesar de terem sido injetadas centenas de bilhões de dólares dos contribuintes para evitar a falência de bancos, o volume de crédito disponível na economia americana não vem aumentando para desespero dos que querem a sobrevivência do sistema capitalista. Fim do sistema capitalista – Com a falência de muitas empresas e a destruição das vagas de trabalho nos EUA, Europa e resto do mundo, ficou claro que somente injetar bilhões de dólares na economia, não vai salvar o “paciente”, mas apenas dar mais algum tempo de vida ao “doente ferido de morte”. Todos sabem que isto é verdade, se não líderes políticos de várias partes do mundo não ficariam pedindo cada vez com mais insistência uma Nova Ordem Econômica Mundial. O sistema envelheceu, mas nada foi feito para encontrar novos caminhos. Agora, no auge da crise, todos se perguntam: para onde caminhamos ? Para piorar as coisas, irresponsavelmente os bancos estão elevando os juros e tarifas e voltaram a anunciar bônus totais a funcionários entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões em 2009, casos do Goldman Saches e Morgan Stanley, de acordo com a Folha de S. Paulo, num desrespeito às iniciativas do governo dos EUA para restaurar o sistema, ferido de morte. Dias sombrios – Na Europa, zona do euro, bloco formado pelos 16 países que tem a moeda em comum, nem sinais de recuperação do emprego. Até o presente momento, no Bloco quase quatro milhões de trabalhadores perderam o emprego desde maio de 2009. De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), o desemprego continuará a crescer na Europa, e a Espanha é a líder na região, com a taxa saltando de 18%, em abril, para quase 20% em julho de 2009. Para a imprensa, o presidente do Banco Central Europeu, Claude Trichet, não divulgou números, mas falou de dias sombrios para a economia mundial. Mesmo para os países emergentes, como o Brasil e China, que foram menos vulneráveis à crise econômica, a situação de é de preocupação. Segundo o IBGE, em 12 meses a produção chegou a cair 5, 1% até o mês de maio de 2009. Para o IBGE, o comércio sentiu menos que a indústria os efeitos da crise, mas em abril o volume de vendas do comércio varejista ampliado (inclui veículos e material de construção) caiu em abril 0,8% e, caso o governo brasileiro não tivesse reduzido o IPI para veículos, material de construção e linha branca, a situação seria catastrófica. “No mês de maio de 2009, a produção industrial caiu 11,3% em comparação com igual mês de 2008”, informou o IBGE, ressaltando que, em abril, a queda havia sido bem maior, ou seja, quase 15%. Para a imprensa, o presidente da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística, Flavio Benatti, disse que houve queda de quase 40% na carga transportada em alguns segmentos nos primeiros seis meses de 2009, o que mostra o grau de desaquecimento da economia brasileira e nuvens negras que pairam sobre o setor e a economia em geral.
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 15h16
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A ÚLTIMA HORA
FINAL DOS TEMPOS "Pois ainda em pouco tempo Aquele que há de vir virá, e não tardará" - Hebreus 10:37. Nelson Gonçalves Marialva Pastor e jornalista De repente, os jornalistas vão interromper a programação normal das televisões e rádios para anunciar o desaparecimento, nos quatro cantos da terra, de milhares de pessoas. Estas pessoas são os crentes, dirão. Mas, realmente, o que aconteceu ? Perguntarão muitos, desesperados. A resposta vem em seguida pela boca dos que ficaram: "Foi Jesus Cristo que voltou e levou a sua igreja". Os que ficaram, tristes e abatidos, pedirão: abra-nos a porta, mas a porta se fechou. É tarde de mais. Então, a dor tomará conta de todos. Há mais de dois mil anos, o Senhor Jesus Cristo alertou humanidade sobre dias futuros. "Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestilências em vários lugares, e coisas espantosas e grandes sinais do céu (Lucas 21:10-11). Não faz muito tempo, ondas gigantescas – o tsunami - mataram quase 200 mil pessoas, deixando aproximadamente cinco milhões de desabrigados e quase dois milhões sem comida. Guerras surgem em todos os lugares. No Iraque, desde o início da guerra com os EUA, cerca de 102 jornalistas já morreram e 48 foram seqüestrados, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Para o pastor Ivo Cassol, o aumento do número e da intensidade dos terremotos, nos últimos anos, deveria servir para sacudir também o íntimo dos seres humanos, para que se libertassem, ainda em tempo, de sua inércia espiritual. De acordo com o pastor, num artigo ao Jornal Mensageiro, existe estimativa de que ocorram, a cada ano, cerca de 500 mil tremores em todo o globo terrestre, havendo quem fale em até um milhão de sismos, dos quais 100 mil são percebidos pelas pessoas com seus próprios sentidos e pelo menos 1.000 causam danos. No Brasil, há pouco tempo, tremores de terra atingiram os estados de São Paulo, Paraná, Goiás, Pará e, recentemente, Minas Gerais, com uma vítima fatal e prejuízos materiais . Além do aumento do número de terremotos, a AIDS vai atingindo cada vez mais jovens e adultos, principalmente em alguns países da África; a fome e a miséria tomam conta do mundo, inclusive o Brasil, onde recentemente apareceram crianças indígenas parecendo filhos de etíopes, devido o estado de desnutrição, o que levou este jornalista a escrever um artigo intitulado "A Etiópia é aqui". A ONU adverte que triplicará o número de favelas nos próximos 45 anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 6,6 milhões de brasileiros são favelados, sendo que 80% das favelas estão em regiões metropolitanas, além de 1/3 das residências do país serem desprovidas de água e esgoto. As igrejas evangélicas - Mesmo com o alerta do Senhor Jesus Cristo, a igreja dorme. Percorrendo quase todo o Brasil, se constata que o amor se afastou de muitas delas. Sobre diversos pretextos, as igrejas evangélicas brasileiras não querem mais estender a mão ao próximo, argumentando, às vezes, que a pessoa necessitada não tem documento, carta de recomendação ou cartão de membro, etc .... Para o que está acontecendo hoje nas igrejas evangélicas, Jesus Cristo já tinha dito: "...Por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos... Então o virá o fim - Mateus 24:12-14". E como será este fim? Perguntam alguns. Na palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, está a resposta. "...Como foi nos dias de Noé, assim será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como foi nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca e não perceberam, senão quando veio dilúvio e o levou a todos, assim também será vinda do Filho do Homem - Mateus 24:37-39. Não faz muito tempo, um médico presbiteriano, na cidade de São Luís (MA), afirmou que a classe médica está confusa com o aparecimento de tantos vírus nos últimos tempos. O que dizer da AIDS, que tem matado, em todo o mundo, milhares de pessoas, ebola, tuberculose, mal de chagas, gripe asiática, vaca-louca, câncer, etc.. Além das pestes, desastres naturais acontecem com mais freqüência. No dia 16 de março de 2005, o ciclone Ingrid atingiu a Austrália com ventos de 300 km/h., o que levou o pastor Ivo Cassol a dizer: "Até a natureza geme como se tivesse com dores de parto na esperança de libertação". De acordo com o pastor Ivo Cassol, as pessoas também gemem pela redenção, porém muitos já não conseguem ouvir o gemido de sua própria alma. No entanto, a porta continua aberta e o Senhor Jesus Cristo chamando, através de Isaías 55-6: "Buscai o Senhor enquanto se pode achar; invocai-o enquanto está perto".
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 19h10
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CALAMIDADE
Aquecimento global Nelson Marialva Jornalista O aquecimento global começa a tirar o sono da Humanidade, devido às conseqüências que tem gerado. Uma delas é o preocupante degelo dos pólos e o conseqüente aumento do nível dos oceanos, que já ameaça a sobrevivência de algumas cidades litorâneas, conforme tem sido amplamente divulgado pela imprensa. É o prenúncio de uma catástrofe gigantesca, ou seja, o apocalipse ? Muitos, talvez, dirão que não, que o mundo agüenta mais essa. Outros, entre eles os teólogos, dirão que estamos próximos do apocalipse. Com seu navio solitário, o Greenpeace contabiliza o prejuízo nos rios da Amazônia, mesmo com as campanhas contrárias dos madeireiros da região contra a ONG. Esbravejam, não aceitam a usina hidrelétrica de Belo Monte, porque acreditam que vai acabar com o Xingu, o “último pedaço de paraíso que existe no Brasil”, segundo Erwin Krautle, bispo do Xingu, que, numa entrevista à revista ISTOÉ, em 20 de setembro de 2006, relatou ameaças de morte que vem sofrendo em Altamira (Pará), onde vive há mais de 40 anos. Para o bispo Erwin Krautle, não se contou a verdade sobre Belo Monte. “Até hoje, em Altamira, ninguém sabe até onde vai a inundação da cidade. Além disso, temos opiniões de cientistas de renome como Oswaldo Seva, da Unicamp, de que a usina não fará sentido se ficar em apenas uma unidade hidrelétrica. Precisa ter mais barragens, porque o rio Xingu não tem condições de fazer funcionar o número de turbinas previstas quando estiver na época da seca”, relatou o bispo Erwin Krautle a ISTOÉ, ressaltando o perigo que as áreas indígenas correm de serem inundadas. Com isso tudo acontecendo, está claro que o mundo caminha para destruir a natureza, sob diversos pretextos, entre os quais o econômico. Então, o que resta fazer ? Mais uma cúpula mundial do clima, pedirão alguns. Mas é pura utopia. No entanto, a necessidade de fazer alguma coisa agora é muito grande, principalmente depois dos últimos acontecimentos, que deixaram a Humanidade apavorada e foram manchete no mundo inteiro : “Na Austrália, a população teve que usar água recuperada do seu sistema de esgoto”. Agora, o que vem a seguir ? Mais desastres naturais. Todos esperam que não, mas é preciso olhar para a Amazônia, cuja floresta vem sendo destruída a cada ano que passa. Estudos apontam desequilíbrio maior no clima caso as queimadas e derrubada da mata não sejam interrompidas. Segundo a Veja, de 22 de junho 2006, o aquecimento global já fez diminuir em 20 % a calota polar ártica nas últimas três décadas. E diante deste quadro, a ciência não pode fazer nada. Não tem como reverter esta situação, daí a correria para salvar o que restou. Num artigo intitulado Uma Cúpula Mundial do Clima, publicado, agora, no dia 4 de março de 2007, em vários jornais brasileiros, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lembrou da reunião em Buenos Aires, em 2003, para um balanço sobre a emissão de gases de efeito estufa (isto é, que produzem o aquecimento do clima), oportunidade, segundo FHC, em que viu-se que 70 % das emissões brasileiras são decorrentes do desmatamento na Amazônia. SECAS SEVERAS – Vai faltar água, daqui há algum tempo ? Quem sabe ? Na própria Região Amazônica, de muitas águas, as secas são cada vez mais freqüentes e de grande proporção. De acordo com a Veja, de 22 de junho de 2006, nas últimas três décadas o total de terras atingidas por secas severas dobrou em decorrência do aquecimento global. “Na China, de acordo com os mais recentes estudos da ONU, todos os anos 10.000 quilômetros quadrados em média, o equivalente a metade do Estado de Sergipe, se transformam em deserto; ... na Turquia, 160.000 quilômetros quadrados de terra, cultiváveis, sofrem com a desertificação gradativa e a conseqüente erosão do solo”, diz a Veja, de 22 de junho de 2006, ressaltando que, no Oceano Atlântico, a temperatura da água está meio grau mais alta do que há 20 anos. “Esse calor a mais altera o padrão de circulação dos ventos, provocando deslocamento de massas de ar seco para a Amazônia; a mudança impede a formação de nuvens, causando a escassez de chuvas. Em 2005, o fenômeno provocou a maior seca dos últimos 40 anos na região. O rio Amazonas baixou dois metros, deixando mais de 35 municípios dos estados do Amazonas e do Acre isolados, sem comida, água, luz ou transporte”, informou a Veja. REVERTER ESTA SITUAÇÃO – Todos concordam que é preciso reverter, com urgência, esta situação. De que forma ? Perguntam alguns. Ninguém tem as respostas. Bem que, em 1992, com a Conferência do Rio, o mundo tentou dar um passo a frente. Veio o protocolo de Kyoto, mas foi boicotado pelos EUA. Com isso, o que restou ? Só atitudes isoladas e muito tímidas, como as do Brasil, entre as quais a que criou as Zonas de Conservação, que, no caso da Amazônia, diminuiu por um momento o ritmo da destruição da floresta da região. Para a FolhaPress, em Brasília, no dia 5 de março de 2007, o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, foi firme ao dizer que a tendência de aquecimento global terá que ser revertida ... e para isso o mundo terá de cortar entre 60 % e 80 % das emissões de gás carbônico (CO) até 2050. Durante a entrevista, Achim Steiner revelou que o Brasil é um exemplo, pelas políticas ambientais que reduziram o desmatamento em 52 %, no entanto, diante do quadro caótico e preocupante em virtude do crescente de número de derrubada de árvores pela ação do homem, é muito pouco . Vai ser preciso muito mais, nem que tenha que substituir as atividades de mais de 50 % das madeireiras da região por outras, tais como a pesca. Do contrario, as futuras gerações julgarão a atual e, sem dúvida, o veredicto será: cometeram crime contra a Humanidade.
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 21h24
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AMEAÇA À HUMANIDADE
Com a aceleração do processo de destruição da natureza, tsunamis, terremotos e dilúvios são manchetes constantes nos jornais Nelson Marialva Jornalista Devido a aceleração do processo de destruição da natureza, fenômenos como tsunamis, terremotos, maremotos, ciclones e dilúvios vão surgindo com grande freqüência no dia-a-dia da Humanidade, causando sofrimento, pobreza e miséria. Exemplo mais recente: Estado de Santa Catarina, onde ocorreu um verdadeiro dilúvio que já matou mais de 100 pessoas, desabrigou em pouco tempo quase 80 mil e impactou 1,5 milhão. Previsões catastróficas têm sido feitas por cientistas do mundo inteiro. É fato certo, que ao destruírem irresponsavelmente a natureza, o homem construiu uma bomba, que só Deus pode desarmá-la. Agora, com o mau construído e para angústia das nações, ninguém sabe dizer com exatidão o que vem a seguir, mas uma coisa já se tem certeza: mesmo reduzindo em 80% a emissão de gases do efeito estufa a temperatura do planeta crescerá, segundo Vicente Barros, climatologista e co-presidente do Grupo de Estudo do Painel Intergovernamental da Organização das Nações Unidas (ONU) de Mudanças Climáticas (IPCC). Numa entrevista à Folha Universal, Vicente Barros, que também é professor da Universidade de Buenos Aires, afirmou que em 50 anos o aquecimento da América do Sul será tão forte que o volume dos caudalosos rios do continente será reduzido. "É previsto um grande aquecimento na América do Sul, com 4º. C a 5º. C a mais na Zona do Amazonas, além de menos chuva na região central do Brasil", declarou o climatologista, durante viagem em outubro deste ano a São Paulo para discutir "aquecimento global e as mudanças que o fenômeno provoca". Impactos ambientais - Mesmo com as respostas cada vez mais violentas da natureza à ação irresponsável do homem na questão do meio ambiente, a irresponsabilidade continua e o que restou de área verde está sendo devastado. Na região oeste do Estado do Pará, na floresta nacional do Trairão, cerca de oito pessoas foram presas em área de exploração ilegal de madeira. Para a imprensa, o agente de Fiscalização Ambiental Alessandro Queiroz, que participou da ação, disse que uma equipe formada por funcionários do Ibama e do Instituto Chico Mendes (ICMBio), policiais civis e militares foi ao local para averiguar denúncia de atividade madeireira ilegal e encontrou os infratores em uma área de difícil acesso. "Eles tinham equipamentos para corte de madeira e confessaram que estavam derrubando a mata", declarou ele, ressaltando que os infratores foram flagrados com três caminhões para transporte de madeira, mas somente um estava carregado com toras de ipê. "Nas proximidades havia toras de madeira espalhadas por pátios de estocagem", informou. De acordo com Queiroz, havia um quarto caminhão no entorno da reserva, que foi usado para despejar madeira no caminho de acesso à floresta na tentativa de impedir a fiscalização na área. Desmatamento zero - Em se tratando de Amazônia, não se sabe ainda tudo, principalmente sobre o impacto do aquecimento global na sua floresta. Em vista disto, Brasil e Reino Unido criaram um grupo de estudo com o intuito de "desembaraçar" a visão sobre os impactos locais que o aquecimento global poderá trazer às diferentes regiões do Brasil, sobretudo para a floresta da Amazônia. Preocupado com os problemas sociais e também com a destruição da floresta amazônica, o líder e ideólogo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stedile, declarou, ao Globo Amazônia, que é favorável ao desmatamento zero. "As áreas que já foram desmatadas são suficientes para a produção de alimentos e o desenvolvimento da região", declarou Stedile, ressaltando que a falta de infra-estrutura nas terras concedidas na região leva ao desmatamento dos lotes. "Os governos, seja estadual ou federal, estão aplicando a fórmula tão simples quanto medíocre de apenas distribuir terras públicas em projetos de colonização", afirmou. Avaliação - Na Amazônia Legal, apesar do desmatamento ter diminuído 8% em outubro em relação a setembro, segundo levantamento divulgado no dia 5 de dezembro de 2008 pela UOL Notícias, no Mato Grosso e no Pará, que já perdeu grande parte de sua cobertura vegetal, a destruição da floresta continua acelerada. De acordo com Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), foram devastados 541 km² da Amazônia contra 587 km² registrados no mês anterior. Em agosto, foram desmatados 756 km². "Do total devastado em outubro, a maior parte foi registrada nos Estados de Mato Grosso (233 km²) e Pará (218 km²)", informou o Inpe. "O desmatamento anual da Amazônia, medido entre agosto de 2007 e julho de 2008, cresceu 3,8%", ressaltou o instituto. Na avaliação feita à imprensa, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou que a tendência é de queda na devastação. Para ele, a devastação diz respeito a áreas de corte raso - remoção total da cobertura florestal em um curto intervalo de tempo - e degradação progressiva - que é um processo gradativo, com perda parcial e contínua da floresta. "Ações como a aprovação da Lei de Crimes Ambientais, o bloqueio de crédito a produtores que desmatam ilegalmente e a fiscalização reforçada em 36 municípios com os maiores índices de desmatamento evitaram um crescimento maior de desmatamento", completou.
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 18h03
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CONFLITO NA AMAZÔNIA
Parte da floresta amazônica está passando para as mãos de estrangeiros: mito ou realidade ? Nelson Marialva Jornalista O debate tem se ampliado, mas ninguém tem a resposta sobre o que existe de verdade na suposta transferência de terras da Amazônia para as mãos de estrangeiros. Depois de Ford, veio para a região Daniel Keith Ludwig, outro milionário americano que não queria somente grandes extensões terras, mas um território estrangeiro dentro do País. Em 1967, quando assumiu o controle da Jari Comércio, Indústria e Navegação, Ludwig imaginou que incorporara ao seu patrimônio uma área de aproximadamente 4 milhões de hectares na foz do rio Amazonas. Não era assim. Logo seus assessores jurídicos lhe fizeram ver que a realidade era bem outra. Convencionou-se que a propriedade não chegava a 2 milhões de hectares. Mas essa convenção não foi aceita quando, em 1976, Ludwig tentou legitimar 32 das suas glebas, diz o jornalista Lúcio Flávio Pinto, numa de suas reportagens sobre o Jarí, ressaltando que o Iterpa (Instituto de Terras do Pará) verificou que ele não podia ter nem 10% do que pensava. Na verdade, segundo Lúcio Flávio Pinto, a maioria dos seus títulos era de posse, um documento expedido na passagem do século XIX para o XX como uma espécie de autorização de ocupação de terras devolutas com direito futuro a se tornarem particulares, desde que medidas e demarcadas - o que raramente foi feito. “A legitimação empacou e desde então o esforço dos donos do "projeto Jari" tem sido o de garantir como se fora propriedade o que, efetivamente, propriedade não é. Essas terras, descritas como se somassem 1,6 milhão de hectares, foram dadas em dupla hipoteca para assegurar os empréstimos que permitiram a Ludwig e seus sucessores implantar uma fábrica de celulose, uma termelétrica, um plantio artificial de mais de 100 mil hectares e toda infra-estrutura na área”, informou Lucio Flavio Pinto, ex-presidente do Sindicato de Jornalistas do Estado do Pará. Preocupação com a floresta - No município de Santa Bárbara, no Pará, a instituição japonesa, Ken jin kai, administra uma grande extensão de terra entrecortada por rios, com o objetivo de preservar a floresta. Segundo os administradores da área, cada turista japonês que visita o Estado planta uma árvore no local. Ninguém quer a destruição da mata, porque seria desastroso para o mundo. Segundo a revista Veja, de 26 de março de 2008, basta listar algumas características da floresta amazônica para concluir que sua extinção seria uma tragédia para a Humanidade. “Maior floresta tropical do mundo, ela abriga 15 % de todas as espécies de plantas e animais conhecidos no planeta. Só de peixes são 3.000 tipos”, diz a Veja, lembrando que na Amazônia encontra-se duas vezes mais espécies de aves do que nos EUA e Canadá. “Apesar dos números superlativos, calcula-se que apenas um décimo da biodiversidade da região tenha sido estudada”, ressaltou a revista. Terra de ninguém ? – Contando com aproximadamente 700 fiscais na Amazônia, a região fica à mercê de aventureiros estrangeiros. De acordo com a Folha de S. Paulo, fazendeiros e investidores estrangeiros têm comprado 12 km2 de terras por dia no Brasil, o equivalente a sete parques Ibirapuera. O ritmo da “estrangeirização" de terras foi medido a partir de dados do Cadastro Rural de novembro de 2007 a maio de 2008. No período, estrangeiros adquiriram áreas que somam 2.269 km2 e venderam 216 km2 -o saldo foi de 2.053,2 km2. O total de terras em nome de estrangeiros passou de 38 mil km2 para 40,3 mil km2 nesse intervalo, segundo o cadastro. O levantamento não inclui empresas nacionais que têm capital estrangeiro. Há pouco tempo, a imprensa noticiou que milionário sueco instalou 1.300 km2 de reservas em área de ouro e diamante para “preservar floresta”. Para os jornais, o governo informou que o milionário sueco, com cidadania britânica, Johan Eliasch, adquiriu através de um “fundo de investimento” de sua propriedade, com sede em Delaware, nos EUA, terras na Amazônia que somam 160 mil hectares, e, através da ONG britânica “Cool Earth” - que fundou e controla - mais 145 mil hectares, área equivalente ao dobro da cidade de São Paulo. Assessor do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o sueco é casado com a socialite brasileira Ana Paula Junqueira. Os dois deram entrevistas para jornais do mundo inteiro alardeando a compra de uma floresta na Amazônia. Num levantamento preliminar, o Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) aponta a existência de 33 mil imóveis rurais na Amazônia nas mãos de estrangeiros. Para o presidente da subcomissão de questões fundiárias e agrárias da Amazônia, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB), a situação está fora de controle. Segundo o parlamentar, a situação é facilitada por uma brecha na lei. “Hoje para o estrangeiro adquirir imóveis rurais no território nacional basta ter um sócio brasileiro, que pode participar com apenas 1% do capital”, disse o político à imprensa. Enquanto isso, os índios vão ficando sem suas terras. No Estado de Mato Grosso, na rodovia que vai de Vila Rica (MT) a Primavera do Leste (MT), é comum se ver índios longe de suas culturas, perdidos no meio de uma sociedade completamente diferente da sua. Com a expansão demográfica e da fronteira agrícola, pecuária, mineral e industrial do Mato Grosso ao Acre, a situação vai se agravar e devem surgir tensões sociais, conflitos de terras, disputas de posse e invasão de terras indígenas. Mito ou realidade ? - Viajando pelos rios da Região Amazônica, no período de dezembro de 2007 a abril de 2008, este jornalista observou a presença de grande número de estrangeiros em busca de informação da região, por isso o Governo acordou de um sono profundo e resolveu colocar a questão da segurança da Amazônia brasileira na pauta de prioridades. Com o agravamento da crise entre o governo e a internacionalização da guerra civil na Colômbia, associada ao narcotráfico, o Brasil deve investir aproximadamente US$ 10 bilhões na modernização das Forças Armadas, com o intuito de ocupar os espaços vazios deixados por décadas por sucessivos governos brasileiros. Muitos acreditam que a internacionalização vem. Mas de que forma ? Perguntam alguns. Se, para muitos, a internacionalização da Amazônia, como apropriação e ocupação de território, é apenas uma lenda, um mito, um fantasma, para as Forças Armadas brasileiras ela é uma possibilidade, diz o site ComCiência, ressaltando que o cientista político Paulo Ribeiro Rodrigues da Cunha, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), afirmou que “os militares brasileiros hoje analisam que a situação não é propriamente de perigo, mas que remete, projeta, um conflito futuro para daqui a 30 ou 40 anos com o inimigo mais provável: os EUA. “Objetivamente temos que pensar que a internacionalização é algo que pode de fato acontecer. Embora estejamos em um mundo `civilizado`, estamos muito próximos da barbárie, cujos valores são construídos e facilmente subjugados aos interesses econômicos, como vimos no Iraque, conclui o site ComCiências.
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 10h56
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FRACASSO
Divergências sobre a política de combate à emissão de gases de efeito estufa podem fazer cidades submergirem e milhões de pessoas morrerem Nelson Marialva Jornalista Na Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, na cidade de Poznan (Polônia), no período de 11 e 12 de dezembro de 2008, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez um balanço do que o Brasil fez até o presente momento para diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Segundo o ministro, da Conferência da cidade de Kyoto, no Japão, até Poznan, na Polônia, a concentração de CO2 na atmosfera aumentou. Lá, em Poznan, Carlos Minc não poupou críticas aos países desenvolvidos e nem poderia ser diferente, pois são os que mais poluem. Para o ministro, o planeta está mais sujo. “Estamos fracassando e nossas divergências podem fazer cidades submergirem e milhões de pessoas morrerem ou se converterem em exilados ambientais, vagando em busca de um espaço seguro na Terra”, declarou ele, ressaltando que os países mais desenvolvidos devem avançar mais, começando pelo EUA, na era Obama, que felizmente anunciou nova posição – mas que, no entanto, é mais tímida que as metas de Kyoto. “O Reino Unido avançou com metas de redução de 80% das metas das emissões em 2050, que devem ser seguidas pelos demais países desenvolvidos, estabelecendo para 2030 uma meta de 40% de redução de CO2; menos do que isto é insuficiente para reverter um desastre que já se manifesta com o derretimento das geleiras”, informou Carlos Minc, de acordo com a assessoria do ministério. Retrocesso - Num momento em que o mundo começa a elogiar o Brasil pelos seus projetos que visam diminuir o desmatamento da floresta amazônica, o governo brasileiro, dentro do Plano Decenal de Expansão da Energia, prevê a criação de quase 100 unidades termelétricas até 2017. Com isso, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, elaborado por cerca de 17 ministérios e lançado pelo presidente Lula no dia 1º. de dezembro de 2008, com o objetivo de reduzir o desmatamento da floresta amazônica em 70% até o ano de 2018, para evitar a emissão de 4 bilhões e oitocentos milhões de toneladas de carbono, virou brincadeira. . . Segundo a Folha de S. Paulo, as novas unidades, mais de 80% movidas a combustível fóssil, praticamente triplicarão as emissões de gás carbônico no setor. “O aumento previsto é de 172%, levando a emissão de 14,4 milhões de toneladas para 39,3 milhões de toneladas ao ano”, informou o jornal paulista, ressaltando que os dados coletados pela empresa de planejamento Energético, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, indicam que a expansão da matriz energética caminha na contramão dos esforços para minimizar os efeitos do aquecimento global. Postura vacilante – Para o biólogo João Paulo Capobianco, que foi secretário nacional de biodiversidade e florestas, entre 2003 e 2006, e secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, entre 2007 e 2008, o Brasil avançou em relação às suas posturas tradicionalmente conservadoras em relação à Convenção do Clima, “mas o avanço está muito aquém do papel que deveria e poderia desempenhar”. Numa entrevista à Clima em Revista, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o professor Capobianco, atualmente em Nova Iorque, como professor visitante do Centro de Meio Ambiente, Economia e Sociedade (CEES, na sigla em inglês), da Universidade de Colúmbia, afirmou que apesar dos avanços, o Brasil ainda desempenha uma postura reativa nas negociações internacionais. “Mesmo com credenciais importantes, como possuir os mais altos índices de presença de fontes renováveis na matriz energética entre as partes da Convenção, ser detentor do mais eficiente programa de biocombustível em execução no mundo e ter obtido reduções extremamente significativas nas emissões por desmatamento nos últimos anos, o Brasil insiste em ver a Convenção não como uma oportunidade, mas como uma ameaça ao seu desenvolvimento”, declarou o professor, ressaltando que, com isso, deixa de exercer a liderança que lhe cabe entre os países em processo acelerado de desenvolvimento e, por conseqüência, não explora as potencialidades que as negociações climáticas internacionais têm a oferecer no apoio ao desenvolvimento sustentável. Incertezas – No que diz respeito à manutenção da liderança do Ministério do Meio Ambiente, na atual gestão, na entrevista o professor Capobianco se mostrou um pouco cético. “Aparentemente houve perda de protagonismo”, confessou ele, ressaltando que a fragilidade do Plano de Mudanças Climáticas, que não apresenta propostas concretas e mensuráveis à altura das capacidades do Brasil, é uma referência neste sentido. “Mesmo a agora anunciada meta de redução do desmatamento em 40% entre 2006 e 2010, em relação à média do período 1995-2005, é muito pouco”, opinou Capobianco, que também está atuando como pesquisador associado ao Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). Para o professor da Universidade de Colúmbia, combater práticas ilegais, criar unidades de conservação e reconhecer e homologar terras indígenas são ações fundamentais e que devem continuar de forma permanente e crescente. No entanto, o que poderá mudar o quadro definitivo “é o desenvolvimento de um modelo econômico adequado para a Amazônia, que concentra a maior floresta tropical do planeta. De acordo com ele, é necessário investir intensamente em ciência e tecnologia, e, entre outras coisas, em crédito para uso sustentável de recursos florestais e pagamento por serviços ambientais e no desenvolvimento de uma infra-estrutura apropriada esses projetos. Segundo o pesquisador do IPAM, Paulo Moutinho, em entrevista ao Estado de S. Paulo, em 2008, para reduzir pelo menos 80% do desmatamento em dez anos não se precisa de muito recurso. “São necessários apenas entre US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões nesse período, se usar esse princípio da compensação e se fazer também um investimento para a proteção e aumento da eficiência de manutenção das áreas protegidas da Amazônia”, disse ele, lembrando que esse estudo só trabalha com o custo de oportunidade e não inclui vários outros custos que existem, mas ele demonstra que é possível, com o mercado de carbono, criar um incentivo suficiente para manter grandes áreas de floresta em pé. Pelos cálculos do pesquisador, “a preservação total da floresta da Amazônia deveria render US$ 260 bilhões”.
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 09h11
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Redução da produção de alimentos em razão das mudanças climáticas prevista pela ONU Nelson Marialva Jornalista Pelos dados dos organismos ligados à defesa do meio ambiente, amplamente divulgados pela imprensa, a humanidade caminha para destruir a natureza, sob diversos pretextos, entre os quais o econômico. Então, o que resta fazer ? Mais uma cúpula mundial do clima ? É pura utopia. Mas, a necessidade de fazer alguma coisa agora é muito grande, principalmente depois dos últimos acontecimentos, que deixaram o planeta apavorado e que foram manchete no mundo inteiro : “Na Austrália, a população teve que usar água recuperada do seu sistema de esgoto”. Daqui para frente, ninguém é capaz de prever coisa alguma, mas a destruição do meio ambiente enfureceu a natureza, que geme como se tivesse com dores de parto, tanto é que estão aí os tsunamis, dilúvios, ciclones e secas. Estudos apontam desequilíbrio maior no clima caso as queimadas e derrubada da mata na Amazônia não sejam interrompidas. Segundo a Veja, de 22 de junho 2006, o aquecimento global já fez diminuir em 20% a calota polar ártica nas últimas três décadas. E diante deste quadro, a ciência não pode fazer nada. Não tem como reverter esta situação. Aquecimento global – Nas últimas três décadas o total de terras atingidas por secas severas dobrou em decorrência do aquecimento global, segundo a Veja, de 22 de junho de 2006, que ressaltou que, na China, de acordo com os mais recentes estudos da ONU, todos os anos 10.000 quilômetros quadrados em média, o equivalente a metade do Estado de Sergipe, se transformam em deserto; na Turquia, 160.000 quilômetros quadrados de terra, cultiváveis, sofrem com a desertificação gradativa e a conseqüente erosão do solo. “No Oceano Atlântico, a temperatura da água está meio grau mais alta do que há 20 anos”, informou a revista, ressaltando que esse calor a mais altera o padrão de circulação dos ventos, provocando deslocamento de massas de ar seco para a Amazônia; a mudança impede a formação de nuvens, causando a escassez de chuvas. Em 2005, o fenômeno provocou a maior seca dos últimos 40 anos na região. O rio Amazonas baixou dois metros, deixando mais de 35 municípios dos estados do Amazonas e do Acre isolados, sem comida, água, luz ou transporte”, diz a Veja. Fome e miséria – Em razão da interferência cada vez mais freqüente da natureza nas terras agricultáveis, a fome e a miséria vão tomando conta do mundo. Para o diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, haverá redução da produção de alimentos e que esta redução atingirá o planeta no momento em que haverá 2 bilhões de pessoas a mais no mundo. “Atualmente, a produção de cereais permanece estagnada e a de pescado vem diminuindo”, lembrou Steiner, numa entrevista coletiva à imprensa, durante uma grande reunião ambiental da ONU, que ocorreu recentemente no Quênia. Achim Steiner afirmou à imprensa que precisamos lidar não apenas com a forma com que o mundo produz alimentos, mas com a forma como eles são distribuídos, vendidos e consumidos. “Precisamos de uma revolução que aumente a produção agindo em conjunto e não contra a natureza", declarou o diretor Steiner, ressaltando que mais da metade da comida produzida mundialmente hoje foi perdida, desperdiçada ou jogada fora em razão da ineficiência, informou ele à imprensa. "Há evidência no relatório de que o mundo poderia alimentar todo o crescimento projetado da população apenas se tornando mais eficiente, garantindo a sobrevivência de animais, pássaros e peixes deste planeta", disse Steiner, segundo a UOL Alimento reciclado – O diretor da ONU disse que mais de um terço dos cereais do mundo é usado para alimentação animal e que essa proporção deve subir para 50% até 2050. No final do estudo do Pnuma, foi proposto o uso de restos de comida reciclados como uma alternativa ambientalmente amiga. ”Soluções inovadoras, como as do Níger, onde especialistas do Pnud estão estudando como preservar cerca de 60% da produção de cebola que apodrece antes de ser comercializada, devem ser aproveitadas”, recomendou Steiner, ressaltando que o mundo tem um problema muito sério e que é improvável que apenas alavancar os métodos de produção com fertilizantes e pesticidas do século XX vá resolver o desafio, diz Steiner, de acordo com a UOL. Para impedir o pior, Achim Steiner disse, em Brasília, no dia 5 de março de 2007, à FolhaPress, que a tendência de aquecimento global terá que ser revertida... e que para isso o mundo terá de cortar entre 60 % e 80 % das emissões de gás carbônico (CO) até 2050. Do contrario, o planeta caminhará para o caos e a miséria, com milhões de famintos peregrinando por terras secas e sem vegetação e água. O Apocalipse está sendo anunciado pela própria ONU, mas o aviso não tem tido a repercussão necessária capaz das autoridades tomarem providências mais responsáveis a tempo de se evitar uma catástrofe de proporções gigantescas, tanto isto é verdade que até hoje os EUA não assinaram o Protocolo de Kyoto e o Brasil não foi capaz de acabar com o desmatamento irresponsável da floresta amazônica.
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 14h01
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IRRESPONSABILIDADE
Amazônia internacional já perdeu área verde do tamanho da Venezuela Nelson Marialva Jornalista O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao participar em Nairobi, no Quênia, do lançamento do estudo GEO Amazônia - Perspectivas do Meio Ambiente na Amazônia (Environment Outlook in the Amazonia-GEO Amazonia), defendeu as ações do Governo Lula em prol da preservação da floresta amazônica na região brasileira. Numa iniciativa do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), o GEO Amazônia foi lançado no Fórum Global de Ministros de Meio Ambiente, promovido durante a 25ª sessão do Conselho de Administração do Pnuma, que ocorreu na sede desse organismo em 20 de fevereiro de 2009, com a participação de cerca de cem ministros de várias partes do mundo. Naquela ocasião, foi registrado o seguinte: apesar de reconhecer os esforços que vêm sendo realizados por governos dos países da região para lidar com os problemas ambientais, como em ações para o desenvolvimento de instrumentos nacionais de planejamento e manejo da Floresta Amazônica, o GEO Amazônia ressaltou o avanço da degradação na região compartilhada pelos oito países da região (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), informou o site do Ministério do Meio Ambiente, ressaltando que, pelos dados coletados através de estudo feito até 2005, ao longo da história a floresta amazônica nesses oito países já havia perdido, com o desmatamento, cerca de17% de sua área verde original, ou seja, o equivalente a uma área acumulada de 857.666 km2 de perda florestal, que, a título de comparação, equivalem a 94% do território da Venezuela. Ignorância - Numa entrevista em Belém do Pará, o técnico do Ibama, Kazuhiro Motizuki, disse que as autorizações de desmatamento emitidas pelo órgão, nos anos 1997,1998 e 1999, somente no Estado do Pará não atingiram nem 5% de todo o total desmatado da floresta amazônica. De acordo com Motizuki, em 1998, em toda a Região Amazônica, o Ibama autorizou o desmatamento de 472.343, 18 ha, mas a destruição da floresta chegou a 1.738.300 ha. “No ano de 2003, os campeões do desmatamento foram os municípios de São Félix do Xingu e Novo Progresso, pertencentes ao Estado do Pará”, informou Motizuki, durante entrevista na sede do Ibama, em Belém (PA). Para Kazuhiro Motizuki, a falta de conhecimento da lei é o responsável pelo descontrole na derrubada da mata na região. “Em 1997, no Pará, o Ibama só autorizou desmatar 0,41%, ou seja, 1.706, 40 ha, mas eliminaram 413.900 ha da floresta no Estado”, lembrou Motizuki, observando o Quadro Comparativo entre as Autorizações de Desmatamento Emitidas pelo Ibama com as imagens de satélite interpretadas pelo INPE. Iniciativas - No Quênia, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, destacou o incentivo a práticas de uso sustentável do verde, como a adoção de preços mínimos para a venda de produtos extrativistas e a constituição pelo presidente Lula do Fundo Amazônia, que já conta com US$ 150 milhões doados pelo governo da Noruega. Minc lembrou que 20% do Fundo Amazônia podem ser aplicados em iniciativas de preservação da floresta nos outros países da região. "Os dados do GEO Amazônia só vão até 2005, portanto, não contemplam a queda do desmatamento nos últimos três anos", destacou Minc, lembrando que, nos oito últimos meses de 2008 houve uma queda de 40% do desmatamento em relação ao mesmo período de 2007, mas, segundo levantamentos divulgados na imprensa, até maio de 2008 (tomando dados dos últimos 12 meses) o desmatamento da floresta amazônica chegou a quase 120%, o que ficou patente para a sociedade brasileira e comunidade internacional que monitora a derrubada da mata na região a fragilidade da fiscalização dos órgãos do governo federal e a inoperância da política ambiental implementada desde a administração da ministra Marina Silva.Degradação permanente - O desmatamento na Região Amazônica, em maio de 2008, chegou a 1.096 km2, de acordo com dados do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Segundo o Inpe, entre junho de 2007 e maio de 2008, foram derrubados ou degradados 7.666 quilômetros quadrados da floresta comparado a 3.543 km2 no mesmo período de 2006 a 2007. De novo, o Estado de Mato Grosso, que de uma hora para outra resolveu acabar com a sua floresta, foi o campeão do desmatamento. “Foi responsável por 54% do desmatamento registrado nos últimos 12 meses, 59% do registrado em maio de 2008 e 69% do acumulado nos primeiros cinco meses de 2008”, informou o Inpe, ressaltando que de um total de 3.730 Km2 de floresta derrubada ou degradada entre janeiro e maio de 2008, 2.571 km2 estão no Mato Grosso, Roraima aparece em um distante segundo lugar, com 464 Km2 (12%), e o Pará, em terceiro, com 383 km2 (10 %) desmatados. No território paraense, existem várias áreas críticas. Nestas áreas, onde estão incluídas cidades como, por exemplo, Goianésia, Jacundá, Tailândia, Marabá e Paragominas, devido a presença de grande número de serrarias, o desmatamento é preocupante, mas a atenção maior da fiscalização do Ibama está voltada para o município de São Félix do Xingu (PA), onde é alto o índice de venda de motosserras.
Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 10h22
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