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ESPAÇO CRÍTICO


ECONOMIA

Líder europeu prevê dias sombrios para a economia mundial

 

 

Nelson Marialva

Jornalista

 

 

 

 

A crise econômica já eliminou quase sete milhões de postos de trabalho nos EUA e levou a taxa de desemprego a quase 10%, números que jogaram por terra previsões de recuperação da economia em 2009. Só no mês de junho de 2009, os EUA perderam quase 500 mil empregos, elevando para mais de 14 milhões o total de desempregados. Esta notícia abalou a Casa Branca, pois o presidente americano, Barak Obama, falava em recuperação do emprego no segundo semestre de 2009. “Além de ter gasto parte de seu capital político inicial na aprovação de um pacote de estímulo fiscal de US$ 787 bilhões, com o objetivo principal de criar emprego, algumas pesquisas mostram um início de descontentamento em relação a medidas tomadas pelo presidente dos EUA”, revelou a Folha de S. Paulo, ressaltando que parte das críticas é dirigida a suas ações em relação ao sistema financeiro.

Apesar de terem sido injetadas centenas de bilhões de dólares dos contribuintes para evitar a falência de bancos, o volume de crédito disponível na economia americana não vem aumentando para desespero dos que querem a sobrevivência do sistema capitalista.

Fim do sistema capitalista – Com a falência de muitas empresas e a destruição das vagas de trabalho nos EUA, Europa e resto do mundo, ficou claro que somente injetar bilhões de dólares na economia, não vai salvar o “paciente”, mas apenas dar mais algum tempo de vida ao “doente ferido de morte”. Todos sabem que isto é verdade, se não líderes políticos de várias partes do mundo não ficariam pedindo cada vez com mais insistência uma Nova Ordem Econômica Mundial. O sistema envelheceu, mas nada foi feito para encontrar novos caminhos. Agora, no auge da crise, todos se perguntam: para onde caminhamos ?

Para piorar as coisas, irresponsavelmente os bancos estão elevando os juros e tarifas e voltaram a anunciar bônus totais a funcionários entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões em 2009, casos do Goldman Saches e Morgan Stanley, de acordo com a Folha de S. Paulo, num desrespeito às iniciativas do governo dos EUA para restaurar o sistema, ferido de morte.

Dias sombrios – Na Europa, zona do euro, bloco formado pelos 16 países que tem a moeda em comum, nem sinais de recuperação do emprego. Até o presente momento, no Bloco quase quatro milhões de trabalhadores perderam o emprego desde maio de 2009. De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), o desemprego continuará a crescer na Europa, e a Espanha é a líder na região, com a taxa saltando de 18%, em abril, para quase 20% em julho de 2009.

Para a imprensa, o presidente do Banco Central Europeu, Claude Trichet, não divulgou números, mas falou de dias sombrios para a economia mundial. Mesmo para os países emergentes, como o Brasil e China, que foram menos vulneráveis à crise econômica, a situação de é de preocupação. Segundo o IBGE, em 12 meses a produção chegou a cair 5, 1% até o mês de maio de 2009. Para o IBGE, o comércio sentiu menos que a indústria os efeitos da crise, mas em abril o volume de vendas do comércio varejista ampliado (inclui veículos e material de construção) caiu em abril 0,8% e, caso o governo brasileiro não tivesse reduzido o IPI para veículos, material de construção e linha branca, a situação seria catastrófica. “No mês de maio de 2009, a produção industrial caiu 11,3% em comparação com igual mês de 2008”, informou o IBGE, ressaltando que, em abril, a queda havia sido bem maior, ou seja, quase 15%.

Para a imprensa, o presidente da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística, Flavio Benatti, disse que houve queda de quase 40% na carga transportada em alguns segmentos nos primeiros seis meses de 2009, o que mostra o grau de desaquecimento da economia brasileira e nuvens negras que pairam sobre o setor e a economia em geral.

               



Escrito por Nelson Gonçalves Marialva às 15h16
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